quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018


Cada embalagem custará, em média, R$ 2.500;
médicos e pacientes refletem sobre alternativas

Um ano após a aprovação do primeiro medicamento à base de cannabis no Brasil, o remédio, indicado para pessoas com esclerose múltipla, deve chegar às farmácias em março, mas seu preço elevado faz médicos e pacientes questionarem quem conseguirá, de fato, ter acesso a ele. Cada embalagem custará, em média, R$ 2.500 — o preço máximo que poderá ser cobrado é R$ 2.837,40 —, com três frascos que cobrem o tratamento por pouco mais de um mês.

Por um valor quatro vezes menor, alguns pacientes e neurologistas manipulam óleos de cannabis e conseguem, segundo eles, efeito semelhante. Por outro lado, os fabricantes argumentam que só um cultivo profissional da planta, com controle de qualidade na produção do fármaco, é capaz de garantir que cada frasco tenha propriedades terapêuticas idênticas e adequadas.

Chamado no país de Mevatyl — e aprovado em outras 28 nações com o nome de Sativex —, o medicamento é indicado para quem sofre de espasticidade por causa da esclerose múltipla. Trata-se de uma rigidez em determinadas partes do corpo, principalmente nas pernas.

Segundo Andréa Viana, gerente médica da Ipsen, empresa que conseguiu o registro do remédio junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em janeiro de 2017, a previsão é de que o Mevatyl comece a ser vendido no país em pouco mais de um mês. Originalmente, a comercialização era esperada para julho do ano passado. Depois, o prazo passou a ser até fins de 2017.

"O medicamento já está no Brasil, já foi importado. Mas os trâmites burocráticos levaram mais tempo do que imaginávamos", afirma ela. "Houve atraso de precificação, depois levou tempo para a importação ser aprovada, e o remédio precisou passar por controle de qualidade na saída do local de origem, o Reino Unido, e na entrada no país de destino, o Brasil."

Quanto ao preço, não há previsão de que ele venha a diminuir. Os valores foram definidos em julho passado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed). "Por enquanto, não há como abaixar o preço", diz Andréa. "É o mesmo praticado em outros países em que o medicamento é comercializado."

No último dia 7, a Ipsen organizou no Rio uma apresentação do remédio à classe médica local. Para mostrar a atuação da droga e como administrá-la, vieram representantes da GW Pharmaceuticals, empresa britânica que desenvolveu o medicamento, e médicos internacionais que já têm familiaridade com o remédio.

Uma dessas especialistas foi a neurologista Lucienne Costa-Frossard, do Hospital Ramón y Cajal, em Madri, na Espanha, que usa o fármaco para tratar pacientes com esclerose múltipla há sete anos e diz ter ao menos cem atualmente em tratamento. No país europeu, o Mevatyl é aprovado há quase uma década.

"O retorno que tenho é de um medicamento bem tolerado e com efeitos secundários de leves a moderados, que se mostra eficaz não só para espasticidade, mas para outros sintomas relacionados, como alterações do sono e da bexiga e espasmos dolorosos", destaca a médica.

Manipulação caseira

A rotina de utilização é individualizada: cada paciente precisará de quantidades diferentes de doses diárias, que podem variar de uma a 12 — o máximo que um paciente pode usar ao dia. Cada frasco tem 10 ml, o equivalente a 90 doses. Lucienne explica que a maioria dos pacientes precisa de cinco a sete doses diárias, o que faz com que uma caixa dure de 30 a 45 dias. Ela defende a importância de um medicamento à base de cannabis produzido em laboratório, seguindo controles rígidos de qualidade. "A manipulação caseira é perigosa. Implica uma pessoa tomar uma série de substâncias não controladas, que podem ter efeitos prejudiciais à saúde", afirma a médica.

No entanto, o designer Gilberto Castro, diagnosticado com esclerose múltipla há nove anos, cultiva cannabis para fins medicinais em casa há cinco. Com o uso da planta, por meio do fumo e de óleos produzidos por ele, diz ter reduzido muito os efeitos colaterais provocados pelos medicamentos que antes tomava para tratar os sintomas da doença. Além disso, passou a economizar R$ 600 mensais. Por esses motivos, Gilberto diz preferir consumir a planta a um remédio.

"Para quem não pode plantar ou não confia no uso da cannabis medicinal, pode ser uma boa opção. Eu até experimentaria por curiosidade. Mas, hoje, tenho um tratamento adequado às minhas necessidades", conta.

Todo o uso da cannabis por Castro é acompanhado por profissionais de uma universidade em São Paulo. E o designer rebate as críticas de que a manipulação caseira traga riscos. Castro diz ter aprendido uma forma de extração com a qual consegue manter as propriedades da planta e as quantidades necessárias em cada óleo. Ele tem, inclusive, alguns equipamentos que a instituição emprestou para a produção caseira. Mas vê com bons olhos a existência de um remédio, aprovado pela Anvisa, que tenha como princípio ativo compostos extraídos da planta. "O fato de as pessoas verem numa farmácia um medicamento que usa cannabis em sua composição pode ajudar a diminuir o preconceito", acredita.

Diretor médico da Associação Brasileira para Cannabis (Abracannabis) e da Associação de Apoio à Pesquisa e Pacientes de Cannabis Medicinal (Apepi), o neurologista Eduardo Faveret lamenta que poucos poderão pagar pelo tratamento com o Mevatyl, por conta do preço. Ele diz, ainda, que hoje já é possível obter um efeito como o desse remédio por meio da combinação de óleo de canabidiol e óleo de THC, os dois compostos usados na produção do medicamento. Com essa manipulação “caseira”, um tratamento de três meses sai por cerca de R$ 1.500.

"A vantagem de administrar os óleos é que, além de ser mais barato, pode-se variar um pouco a proporção de cada composto de acordo com o que o paciente precisa mais, de forma individualizada. Eu nem fui a fundo (para pesquisar a possibilidade de prescrever o remédio aos pacientes) quando vi o preço, porque seria mais de R$ 2 mil cada embalagem, com uma quantidade relativamente pequena para um adulto. Então, para determinadas pessoas, seria necessário comprar mais de uma caixa por mês", afirma Faveret.

Também médico do Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer, ele avalia que apenas uma parcela mínima vai se beneficiar do medicamento. "Sei que muitos médicos vão querer prescrever o Mevatyl porque ele tem registro na Anvisa, e poucos são os que manipulam óleo de cannabis. Mas quem vai poder pagar por isso? Só por meio de ações judiciais", analisa.

Além da produção caseira desses óleos, feita por associações e pacientes, existe pelo menos um óleo vendido no Brasil por uma empresa canadense de biofarmacologia, a MedRefiaf. O produto, batizado de Balance, contém 50 ml e sai a US$ 90. Somado o valor da importação, totaliza US$ 110, o que equivale a aproximadamente R$ 360. Em geral, dá para um mês de tratamento, dependendo da prescrição do médico.

"No nosso cultivo, feito no Canadá, há uma planta-mãe, que é clonada e fornece material genético para as outras plantas. Assim, garantimos que todas terão as mesmas propriedades", afirma o representante da empresa no Brasil, Thiago Callado. "No Canadá, esse óleo é regulado como medicamento, então há controle de toda a cadeia produtiva. É assim que garantimos o padrão em todos os frascos."

Brasil tem 35 mil pessoas com esclerose

A esclerose múltipla é considerada rara, mas é difícil quem não conheça pelo menos uma pessoa com o diagnóstico. Na última semana, a atriz Ana Beatriz Nogueira, de 50 anos, revelou que convive com a doença há quase uma década, tendo sido diagnosticada enquanto gravava a novela "Caminho das Índias". Outro caso famoso é o da atriz Claudia Rodrigues, de 47, que descobriu a doença aos 30.

O Ministério da Saúde estima que existam hoje 35 mil brasileiros com a doença. De acordo com levantamento da Federação Internacional para Esclerose Múltipla (MSIF, na sigla em inglês), a média global de prevalência é de 33 casos por 100 mil habitantes.

No momento do diagnóstico, os pacientes são, geralmente, jovens, estando entre os 20 e os 40 anos. A doença acomete duas vezes mais mulheres do que homens. E, não raro, o estigma faz com que muitas pessoas demorem a lidar bem com o fato de terem esclerose.

A doença não tem cura, e o tratamento consiste em atenuar os efeitos e desacelerar sua progressão. Trata-se, tradicionalmente, com remédios imunomoduladores e imunossupressores.

A esclerose pode se manifestar por meio de diversos sintomas, como depressão, fraqueza muscular, alteração da coordenação motora, dores articulares e disfunção intestinal e da bexiga. Um dos mais comuns é a espasticidade, isto é, a rigidez de uma parte do corpo, que afeta principalmente as pernas, e a incapacidade do paciente de relaxar esta parte de forma voluntária. É este sintoma o alvo do primeiro remédio à base de cannabis aprovado no país.

A doença é autoimune: o próprio sistema imunológico da pessoa identifica o revestimento dos neurônios — chamado de bainha de mielina — como um agente estranho e passa a atacá-lo. Isso dificulta o processo de transmissão dos impulsos nervosos.

Ao contrário do que muitos pensam, a esclerose múltipla raramente leva à demência. As principais consequências são físicas, mas também pode haver problemas de cognição e raciocínio mais lento.

Fonte: Época 

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Uso medicinal: É excelente quanto as dores e inflamações das artrites e artroses.

A planta medicinal Canela de Velho (Miconia albicans), na condição de chá das suas folhas, revelou-se ao longo dos anos, uma excelente alternativa de tratamento para quem sofre de dores nos joelhos, dores nas articulações e dores na coluna. A Canela de Velho é um tratamento natural para artrose e dores articulares em geral sem contra-indicações aparentes.

A Miconia albicans é uma planta natural do Nordeste do Brasil, também conhecida popularmente na Bahia como Canela de Velho. A Canela de Velho apresenta efeitos anti-inflamatório, proteção contra o desenvolvimento da neuropatia dolorosa, anti-nociceptivo (redução da capacidade do cérebro em perceber a dor), inibição da glicação protéica em diabetes. Também é de conhecimento popular seus efeitos contra doenças estomacais, intestinais (diarreia, gastrite).


O chá das folhas da Canela de Velho é usado internamente e externamente. Toma-se o chá e aplica o próprio chá na localidade afetada. O chá de Canela de Velho agi internamente na corrente sanguínea e externamente aplicado diretamente na localidade afetada pelas dores. A ação anti-inflamatória tem ação eficaz em joelhos inchados - desincha rapidamente acabando com as dores.


O tratamento com o chá de Canela de Velho deverá ser feito pelo período mínimo de 30 dias ininterruptos. Podendo se estender por mais tempo. Há casos em que ação é quase imediata, eliminando completamente as dores. Mesmo que os resultados sejam imediatos o tratamento deverá ser continuado por pelo menos 30 dias para se ter o efeito pleno da erva. Para o tratamento mínimo de 30 dias são necessárias 200g de folhas de Canela de Velho. Para o tratamento por 60 dias (recomendado) são necessárias 400g de folhas de Canela de Velho.

Sobre variedades da Canela de Velho

A Canela de Velho (Miconia albicans) tem cerca de 15 variedades diferentes, 4 são extremamente tóxicas aos rins, dentre as 11 consideradas boas ou não tóxicas uma se destaca das demais, por ser 10 vezes potencialmente mais ativa. Essa variedade foi descoberta por nós (ao longo dos anos de pesquisa) ela é dez vezes mais potente tanto no combate as dores articulares como na sua ação anti-inflamatória. Veja os depoimentos ao lado de quem já usou.

Como fazer o chá de Canela de Velho para artrose

Para 1 litro de água

Após a fervura da água, colocar de 15 a 20 folhas e deixar por 30 segundos em fervura.
Desligar o fogo e tampar o vasilhame e deixar em infusão por 1 hora ou mais.
Tomar por dia, 1 xícara do chá pela manhã e outra a noite sempre 1 hora após as principais refeições. 

O chá pode ser tomado morno ou até mesmo gelado, mas quando for aplicar na região dolorida sempre morno.
Sempre conservar o chá na geladeira, se for banhar o local, sempre amornar antes de aplicar na região afetada com dores.
Nunca deixar por mais de três dias na geladeira, o chá feito deve ser usado até no máximo três dias. 
Banhar a região com dores quantas vezes quiser com o chá sempre morno, ter cuidado com roupas, pois a canela-de-velho mancha.


Nota Importante: 

O tempo mínimo de tratamento para se obter bons resultados com a Canela de Velho é de 30 dias, podendo se estender por mais 60 dias. 


Porém, há casos em que a ação é mais rápida, isso vai depender do estágio de cada doença. Mesmo que os resultados sejam imediatos, o tratamento deve ser continuado pelo prazo mínimo de 30 dias. 
Há casos, em que a dor desaparece na primeira semana de tratamento e a pessoa, simplesmente, para de tomar o chá. Um grande erro o chá deve ser tomado e aplicado na localidade afetada pelo tempo mínimo de 30 dias. Período, este, para se obter o efeito medicinal pleno da Canela de Velho.

Como comprar Canela de Velho: 

Para quem não tem essa planta na sua região e queira comprar Canela de Velho (Folhas Desidratadas), abaixo segue o link de um site que vende pela internet.




quarta-feira, 17 de janeiro de 2018


Por conter açúcar , essa receita não pode ser consumida por bebês e diabéticos


A cenoura é cicatrizante e expectorante (Foto: depositphotos)

A cenoura é uma hortaliça saborosa amplamente utilizada como alimento em diversas receitas. Mas, você sabia que ela é uma poderosa aliada no tratamento contra a tosse se ingerida na forma de xarope? Isso mesmo!

Isso acontece graças à composição da cenoura. Ela é rica em vitamina B e A e atua como antioxidante, que é uma função muito importante para o organismo, pois expulsa os radicais livres que ficam circulando pelo nosso organismo, causando inúmeras disfunções.

A hortaliça também possui muitos minerais, como cálcio, potássio, fósforo, sódio e cloro, que garantem propriedades que combatem bactérias, promovem a cicatrização e acaba com o inchaço, devido ao acúmulo de líquidos no organismo. Outra função muito importante da cenoura é como expectorante e muito utilizada quando a tosse possui catarro.

A grande vantagem é que a cenoura é um alimento natural que também pode ser utilizado para fazer um lambedor para crianças, sem contraindicações. Ela torna-se um medicamento fitoterápico cheio de nutrientes.

Lambedor de cenoura para crianças

Aprenda a fazer um lambedor ou xarope de cenoura para acabar com a tosse das crianças acima de dois anos de idade.

Ingredientes

Uma cenoura;
Açúcar mascavo.

Modo de fazer

Corte a cenoura bem fininha ou rale-a. Coloque em uma panela junto com o açúcar mascavo, que é mais saudável pois não passa pelo processo de refinamento dos açúcares branquinhos. Esse recipiente deve ficar em repouso até formar uma calda que resulta da água que é eliminada da cenoura junto com o derretimento do açúcar. Depois disso, você deve tomar duas colheres (de chá) dessa calda ao dia.

Lembre-se: apesar de natural, esse lambedor não é aconselhável para bebês, por conta do açúcar. Também não é indicado o uso de mel para crianças menores de dois anos.


Lambedor de cenoura para adultos

A principal diferença entre essa receita e a do lambedor de cenoura para crianças é a utilização do mel, uma vez que esse alimento não é indicado para os pequenos.

Ingredientes

6 cenouras médias;
3 colheres de mel de abelhas;
2 colheres (de sopa) de água potável.

Modo de fazer

Você deve ralar as cenouras cruas no liquidificador ou no processador, como achar melhor. Para isso, coloque as duas colheres de água para transformar a mistura em uma espécie de pasta. Em seguida deve socar essa pasta em um pano e espremer para retirar todo o sumo, que será utilizado na receita. Esse suco concentrado deve ser misturado com o mel e levado ao fogo até formar o xarope. Tome uma colher (de sopa) duas vezes ao dia.

As pessoas diabéticas também não podem consumir lambedores uma vez que eles são doces.

Fonte: Remédio Caseiro

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017


Veja os que não podem faltar e não passe nenhum sufoco nas férias. Mas já adiantamos: nada de exagerar na automedicação!

Vai viajar? Não se esqueça de levar alguns medicamentos, como os que controlam dor, febre...


Muita gente viaja no final de ano e acaba sem saber direito que remédios levar ou pensa que, por via das dúvidas, melhor colocar tudo na mala. Antes de fazer a festa na farmácia, confira a opinião de um médico sobre o assunto e as indicações para o kit ideal – e, mais importante, seguro.

“Nenhum medicamento deve ser ingerido sem o conhecimento do seu médico, mesmo os que não precisam de receita”, adianta Paulo Camiz, clínico geral e professor do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. “Converse com ele antes de viajar”, recomenda.

Analgésicos e antitérmicos

Os clássicos dipirona e paracetamol aliviam dor e febre. São itens básicos que ajudam na hora do aperto sem grandes riscos na maioria dos casos – desde que tomados pontualmente (e não quase todo dia).

Anti-inflamatórios

Até funcionam para dores musculares, mas é preciso cuidado especial ao tomá-los, pois podem ser nocivos para estômago e rins. Idosos e portadores de problemas cardíacos devem ter cuidado extra.

Para picadas de inseto

Não precisa levar um comprimido antialérgico se você não for do tipo que tem crises após picadas. Mas vale uma pomada para aliviar a reação local, além do repelente, é claro!

Para o estômago

Férias muitas vezes terminam em excessos, sejam de comida ou bebida. E o ideal seria moderar, claro. Mas, se passou do ponto, é bom ter na mala um antiácido simples, como os à base de hidróxido de alumínio ou magnésio, especialistas em apagar incêndios.

Kit de primeiros socorros

Varia conforme o local e o tipo da viagem, mas o básico contém gaze, antisséptico, esparadrapo e curativos prontos para uso. Nunca se sabe!
Em viagens internacionais

Se você é portador de uma doença crônica ou é acometido com frequência por infecções, converse com seu médico antes de viajar. É que, em alguns países, o acesso aos medicamentos e ao sistema de saúde pode ser difícil e caro. 

Fonte: Saúde Abril

terça-feira, 5 de dezembro de 2017


Uma nova tecnologia pega carona nesse famoso exame feito logo após o parto para detectar a condição por trás de graves infecções em crianças

O teste já está disponível em algumas clínicas particulares - e a intenção é que, em breve, esteja também na rede.  pública

Ataques frequentes de micróbios a pulmões, ouvidos, intestino ou outros cantos do corpo… São eles que costumam despertar a suspeita da imunodeficiência primária (IDP), condição genética pouco conhecida, mesmo entre profissionais de saúde.

Como o nome do problema indica, há uma falha no sistema de defesa, incapaz de conter infecções. Para mudar o cenário atual, marcado por diagnósticos tardios, o Grupo Brasileiro de Imunodeficiências (Bragid) trouxe um novo exame ao país. Por meio de dados coletados no teste do pezinho, ele flagra a IDP logo após o parto.

Segundo o médico Antonio Condino Neto, pesquisador da Universidade de São Paulo e membro do Bragid, a tecnologia está disponível em clínicas particulares, mas a ideia é que, em breve, vá para a rede pública. Segundo o especialista, se descoberta logo cedo, a condição é controlável e as complicações podem ser evitadas.

5 mil

É o número de casos de imunodeficiência primária registrados no Brasil.

15 mil

É a quantidade de pessoas que devem sofrer com a falta de diagnóstico.

Sinais de alerta da IDP

  • Oito ou mais episódios de otite por ano
  • Duas ou mais pneumonias no último ano
  • Feridas recorrentes na boca
  • Monilíase (o popular sapinho) por mais de dois meses
  • Diarreia crônica ou infecções intestinais de repetição
  • Histórico de imunodeficiências na família
Fonte: Saúde Abril

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017



Tanto a uva verde quanto a roxa são excelentes para a saúde. Dependendo dos benefícios que queremos obter, ou as qualidades que queremos potencializar, devemos escolher uma ou a outra.


Os benefícios das uvas para a saúde são muito variados. Estas frutas deliciosas escondem em suas pequenas sementes todo um tesouro de doçura e benefícios os quais vale a pena conhecer.

Elas são efetivas na prevenção do câncer, para combater a fadiga, doenças renais etc. E suas propriedades podem variar segundo o tipo de uva que escolhamos. Quer saber mais? Então continue lendo o artigo e descubra!

Tanto as uvas roxas quanto as verdes dispõem de grandes benefícios, mas cada uma delas nos ajuda de maneira diferente, em determinada área, e conhecer tais especificidades sem dúvida é importante.

Caso você tenha a oportunidade de consumir uvas em cada uma de suas temporadas, não deixe de fazê-lo. Vejamos o porquê.

Benefícios das uvas roxas

A uva roxa era um manjar muito utilizado e apreciado pelos gregos e romanos. Elas são deliciosamente doces e nutritivas, e possuem propriedades muito especiais, as quais te apresentaremos a seguir:

Previnem o câncer: sua atrativa cor roxa nos diz de antemão que possuem uma grande dose de antioxidantes, uma quantidade fantástica de radicais livres ao quais devemos somar compostos fenólicos, excelentes para lutar contra o câncer.

Previnem doenças cardiovasculares: seus componentes, tais como os antocianos, taninos e flavonoides, são ideais para cuidar de nosso coração. Sua ação vasodilatadora evita que sedimentos se acumulem em nossas artérias, prevenindo problemas tais como a 
arteriosclerose.

Evitam a prisão de ventre: as uvas roxas contêm uma dose muito característica de fibras, que atuam como laxantes sempre que as consumimos, incluindo suas cascas e sementes.

Protegem nosso estômago: para melhorar a digestão, basta consumir suco natural de uvas. O que em alguns países chamam de “mosto”.

Evitam infecções: as uvas roxas têm fortes propriedades antivirais e antibacterianas, são excelentes para limpar nosso sangue e nossos órgãos.

Ácido fólico: nutricionistas aconselham mulheres grávidas a consumirem uvas roxas nos primeiros meses de gravidez, pois elas favorecem a divisão celular e a correta gestação do feto nas primeiras semanas. 

Como observação importante, cabe destacar que devido ao seu alto teor de açúcares, não é conveniente que pessoas diabéticas consumam este tipo de uva.

Benefícios das uvas verdes

Uma das vantagens dessa variedade é a facilidade de encontrá-la durante todo o ano. O preço é acessível, o que faz com que seja mais fácil consumi-la com mais frequência.

Além disso, dessa variedade colhemos os seguintes benefícios:

Contêm pouquíssima gordura: as uvas verdes contêm menos açúcar do que as roxas, são ricas em carboidratos e apresentam um sabor mais ácido.

Não contêm colesterol e nem sódio: são perfeitas para o bom funcionamento de nossos rins, de nosso fígado e intestinos. Dispõem de uma alta quantidade de potássio e são perfeitas para dietas.

São ricas em minerais: principalmente o ferro e o potássio. Graças a isso, podem ajudar na reconstituição de muitos dos tecidos de nosso organismo, melhorando o funcionamento do coração, estimulando a produção de células vermelhas, que ajudam na circulação de oxigênio no corpo.

Previnem o câncer de cólon, próstata e o Alzheimer: todos estes benefícios estão relacionados às substâncias que conhecemos como Resveratrol e catequinas, que são potentes antioxidantes em nosso corpo, que, segundo muitos estudos, potencializam o poder do corpo em prevenir certas doenças.

Cuidam de nossos ossos: graças às vitaminas K e B1, as uvas verdes nos permitem manter a saúde de nossos ossos em perfeito estado por muito mais tempo. 

Quantas uvas consumir para melhorar nossa saúde?

O ideal é consumi-las diariamente. Escolha a que te parecer mais benéfica, roxa ou verde, ou a que seja mais fácil de adquirir. É conveniente comer um cacho por dia, ou um copo de suco recém preparado depois do almoço.

Lembre-se que se incluirmos a casca e as sementes será melhor para combater a prisão de ventre, mas na hora de fazer o suco podemos excluir estas partes. A longo prazo será possível notar os efeitos da fruta em nossa saúde, experimente!

Fonte: Melhor com Saúde

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Novo estudo revela que as atividades reduzem pra valer o risco de desenvolver uma das doenças que mais causa perda de visão no Brasil

Cientistas da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, avaliaram mais de 11 mil pessoas a partir dos 40 anos e descobriram que, entre os mais ativos fisicamente, a incidência de glaucoma era significativamente menor. Sim, exercício faz bem até para os olhos.

Para ter ideia, a cada dez minutos a mais de práticas entre moderadas e intensas por semana, o perigo de sofrer com esse problema caía 25%. O achado é interessante principalmente porque, até pouco tempo atrás, não se acreditava que o estilo de vida exercia qualquer influência positiva contra o avanço dessa condição.

Mais: o glaucoma atinge até 1 milhão de brasileiros, não tem cura e é uma das principais causas de cegueira no mundo. E detectá-lo cedo é um desafio, uma vez que ele não manifesta muitos sintomas.

“A doença vai aos poucos prejudicando a visão periférica até que chega ao centro. Mas essa perda gradual é difícil de ser notada antes de atingir um estágio avançado”, comenta Lisia Aoki, oftalmologista do Hospital das Clínicas de São Paulo.

É malhar para ver

O elo entre exercício físico e uma boa visão é novidade e ainda carece de mais estudado. Mas já se suspeita de alguns mecanismos por trás dele.

“Sabemos que um dos fatores importantes para desenvolver o glaucoma é o fluxo de sangue que o nervo óptico recebe”, explica Lisia. “A partir daí, concluímos que quadros que alterem a circulação nessa região, como pressão alta ou diabetes, podem aumentar o risco de a doença aparecer”, conclui a médica.

As passadas constantes, por sua vez, combatem males crônicos como esses. Ou seja, ela afastaria os problemas por trás do glaucoma.

Para derrotar o glaucoma

Além de ficar de olho no condicionamento físico, o ideal é fazer exames preventivos regularmente a partir dos 40 anos. “Quem tem casos na família deve ficar mais atento”, orienta Lisia. Os testes medem a pressão intraocular – é quando ela está elevada que há um aumento no risco de lesão do nervo óptico – e avaliam o estado do nervo em si.

Nos últimos anos, outras condições foram associadas à doença, como apneia do sono, hipertensão arterial noturna e o uso indiscriminado de colírios.

Saúde Abril

domingo, 26 de novembro de 2017


Dentista desmistifica as principais causas da halitose e as melhores formas de combatê-la

O olfato é poderoso. É o sentido que mais ligamos a memórias e emoções. Imagine, no entanto, se essa lembrança for negativa, como um odor relacionado ao mau hálito. Pois é, para 40% da população brasileira esse risco é real. De acordo com a Associação Brasileira de Pesquisas dos Odores Bucais, quatro em cada dez pessoas por aqui sofrem desse problema.

Diferentemente do que se escuta, a halitose, nome correto da disfunção, não está sempre ligada a desordens estomacais. Na maior parte das vezes, entre 90 e 95% dos casos, o transtorno vem da cavidade bucal mesmo. Daí que o profissional mais indicado para avaliar e tratar a condição é o cirurgião-dentista.

As causas da halitose

Profissionais e pesquisadores já identificaram mais de 40 causas para o mau hálito. Já sabemos que a higiene bucal inadequada é um agravante para o problema, pois permite que restos de alimentos se acumulem entre os dentes, na língua e na gengiva. Essa concentração de resíduos faz com que as bactérias que já existem naturalmente na boca dissolvam as partículas de alimentos e, assim, liberem substâncias com forte odor.

Outro fator que acarreta halitose é a chamada saburra lingual, camada branco-amarelada que se deposita na superfície da língua. Formada por restos de comida, bactérias e células descamadas da boca, a saburra em si é um acontecimento normal. Só que, quando se acumula e permanece no fundo da língua, passa a representar uma encrenca. As bactérias presentes ali se aproveitarão dos resíduos alimentares e, durante esse processo, soltarão enxofre, um gás de cheiro intenso.

A placa bacteriana (ou biofilme), que se forma naturalmente na boca, é outra condição que contribui para o mau hálito. Daí a necessidade de removê-la frequentemente com a escovação e o uso do fio dental. Outros problemas que afetam a gengiva e os dentes, caso da periodontite, também são causa de halitose.

Tem mais uma situação que colabora para o surgimento do odor ruim: a boca seca. É que a saliva ajuda na remoção de partículas e resíduos na região. Essa característica pode ser causada pela utilização de alguns remédios, cigarro e até pelo fato de dormir com a boca aberta.

Estresse, dietas restritivas e mudanças hormonais também concorrem a favor do mau hálito.

E o bafo matinal?

Ter mau hálito ao acordar é normal.

Isso ocorre por causa do jejum aliado à diminuição do fluxo de saliva que acontece normalmente durante o sono. No entanto, se após o café da manhã e a escovação dos dentes o odor persistir, é importante buscar ajuda profissional. A halitose pode estar na área.

Dá pra prevenir

Apesar da grande quantidade de causas, o mau hálito pode ser evitado. Conselhos como comer de três em três horas ajudam, pois o jejum prolongado tende a gerar um odor bucal ruim. Cuidados com a alimentação também são válidos: comidas muito salgadas, quentes ou condimentadas tornam a boca mais seca, cooperando com a situação. Nesse sentido, alimentos como alho, cebola, carne vermelha, frituras e refrigerantes também cobram moderação.

O álcool e o cigarro são outros fatores que contribuem para o ressecamento bucal e, portanto, devem ser mantidos a distância. No caso da bebida alcoólica, o problema acontece porque ela provoca uma grande descamação de células bucais, cheias de proteínas que se transformam em enxofre. Já o fumo, além de contribuir para a redução da saliva, costuma ter em sua composição derivados de enxofre. Ponto para o mau hálito.

Entre os aliados contra a halitose, vale destacar que alguns alimentos são de grande valia. O consumo de comidas fibrosas, como maçã e cenoura, ajuda, uma vez que que esses vegetais promovem uma limpeza entre os dentes e evitam o acúmulo de resíduos.

Na realidade, as recomendações para prevenir o mau hálito no dia a dia são simples: beber mais água e higienizar bem a boca. O consumo de líquidos abaixo do ideal – cerca de 2 litros por dia – faz com que as glândulas salivares não produzam a quantidade adequada de saliva, essencial no combate à halitose. Já com relação à higiene bucal, a dica é simples: escove os dentes e use o fio dental três vezes ao dia após todas as refeições, limpe a língua e use enxaguante bucal, de preferência sem álcool.

O diagnóstico no dentista

Infelizmente, muitas pessoas com mau hálito não o percebem. Isso ocorre porque as células do nariz se acostumam com os cheiros após algum tempo. Por isso, velhos truques como fazer concha com as mãos e depois respirar o ar não revelam o problema.

Diante disso, se está desconfiado que seu hálito não esteja normal, peça para que alguém de confiança lhe avise se está sentindo um odor desagradável. O mais importante, em todo caso, é procurar o profissional em caso de suspeita. Só o dentista saberá avaliar a boca e identificar de onde vem o problema. Assim como a melhor forma de tratá-lo.

Tem tratamento

O diagnóstico no consultório do dentista é feito primeiramente por meio de uma análise da boca do paciente e de seu histórico. Também podem ser realizados exames que medem a quantidade e a qualidade da saliva (sialometria), a quantidade de enxofre exalada na respiração, a presença de ronco e de apneia…

Entretanto, a realização de todos esses exames não substitui o mais importante: a checagem do hálito pelo olfato humano. Por isso, o cirurgião-dentista tem de avaliar, por meio de seu olfato, o hálito do paciente. Essa checagem é chamada teste organoléptico. Ainda hoje é considerado o método mais confiável e seguro.

Atualmente, os tratamentos vão desde a adoção de uma dieta balanceada até mesmo o uso de laserterapia e eletroterapia, técnicas que regeneram a função das glândulas salivares.

Fonte: Saúde Abril

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

A doença, causada pelo agente infeccioso da catapora, causa muita dor e poderá afetar até um terço da população. Saiba como prevenir
Vírus da catapora fica alojado no organismo e pode voltar com força total (Ilustração: Daniel Araújo//Além da pele, herpes-zóster compromete a visão e o coração/SAÚDE é Vital)


Na última semana, a humorista Claudia Rodrigues foi internada no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, por causa de complicações de esclerose múltipla. Poucos dias depois, quarta-feira (22 de novembro), a assessoria da artista confirmou que uma baixa na imunidade, algo comum nesses casos, resultou em um quadro de herpes-zóster, gerando lesões na região do olho direito e ameaçando a visão da atriz. Mas qual a verdadeira origem do problema?

Pense em um bandido detido, levado à prisão e que, depois de décadas cumprindo pena, se aproveita de uma bobeada da segurança para escapar das grades e cometer um novo crime, ainda mais grave. É o que acontece com o vírus varicela-zóster. Normalmente na infância, ele provoca a catapora.

Após o organismo tomar conta da situação, o mau elemento recua e se esconde no sistema nervoso, onde fica anos quietinho aguardando o momento para dar o bote. “Ele se vale da queda na imunidade para se reativar”, explica o médico Cipriano Ferreira, da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

E é aí que aparece o herpes-zóster ou só zóster, palavra grega que significa “cinturão” e reflete uma das principais características da doença: a formação de bolhas bem doloridas ao longo de uma faixa na pele, em geral em apenas um lado do corpo.

Uma vez que baixas no sistema imune são mais frequentes com a idade, não é de espantar que a incidência do mal aumente depois dos 50. Mas não são só os mais experientes que estão ameaçados pelo retorno do vírus. “O declínio das defesas que ocorre com o envelhecimento é um fator importante, porém existem outros gatilhos e situações a considerar”, diz o virologista Fernando Spilki, da Universidade Feevale, em Novo Hamburgo (RS).

Entram no grupo de risco indivíduos que se submeteram a um transplante e pessoas com doenças crônicas como diabetes, aids ou outras condições que exigem o uso de remédios imunossupressores. Não é pouca gente.

O drama é que se espera um crescimento no número de casos de zóster pelo mundo. Segundo análise publicada no periódico científico BMC Geriatrics, a incidência deve subir cerca de 3% ao ano até 2030. O dado reforça uma estimativa do próprio Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos, o CDC, que calcula que o problema já possa atingir um terço da população. Ora, o vírus está escondido no corpo de muitos adultos, e eles estão envelhecendo.

O bicho pega mesmo porque todo mundo que já teve catapora está sujeito ao herpes-zóster. “Estima-se que pelo menos 95% da população tenha o vírus latente, esperando baixas significativas na imunidade para se expressar livremente”, conta o pesquisador Igor Brasil Costa, especialista em saúde pública do Instituto Evandro Chagas, em Belém do Pará.

Com o caminho liberado, ele passa a se replicar e avançar nas terminações nervosas, provocando uma inflamação local e generalizada. Daí vem a dor, seguida das erupções de feridas na pele. Se a infecção não for contida, pode haver complicações em outros cantos, como os olhos.

Aliás, o processo inflamatório desencadeado pelo zóster traz outras ameaças a distância. Um estudo recente publicado na revista da Associação Americana do Coração identificou que, até um ano após o controle da enfermidade, suas vítimas correm um risco consideravelmente maior de sofrer um infarto ou derrame. O que justificaria essa relação? A inflamação despertada pelo vírus, capaz de repercutir negativamente nas artérias que abastecem o cérebro e o coração.

Para entender e brecar os tormentos mais imediatos da doença, o bioquímico Thiago Mattar Cunha e colegas da Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto, analisaram o mecanismo da infecção e descobriram que um dos processos cruciais para o aparecimento da dor é o aumento nos níveis de uma molécula inflamatória, o TNF-alfa.

O achado tem potencial de ajudar a identificar a melhor forma de impedir e contra-atacar uma das principais complicações do zóster, a neuralgia pós-herpética – quando o vírus machuca tanto os nervos que o incômodo não passa mesmo após o fim da infecção.

O tratamento do zóster hoje é feito com comprimidos antivirais, os mesmos utilizados contra outros agentes infecciosos. “O uso dos medicamentos deve começar nos primeiros dias após o diagnóstico a fim de diminuir a intensidade dos sintomas e o risco de complicações”, esclarece o dermatologista Claudio Wulkan, do Einstein.

A dor, que costuma surgir dias antes das lesões cutâneas, junto com coceira e formigamento, é tão intensa que muitas vezes exige internação. Analgésicos comuns não dão conta do recado, o que faz os médicos partirem para fármacos que atuam diretamente no sistema nervoso. Tudo para aliviar uma sensação descrita como lancinante.

Prevenção do crime

Mais eficiente (e tranquilo) do que a estratégia polícia e ladrão é apostar em um plano de ação preventivo. O ideal é imunizar-se contra a catapora na infância, mas essa proteção só foi incluída no Calendário Nacional de Vacinação em 2013. Ou seja, serão décadas pela frente até que toda a população esteja devidamente blindada desde cedo contra o vírus.

Não é por menos que a farmacêutica MSD desenvolveu uma vacina específica para o zóster, já disponível no Brasil na rede particular. “Ela é 14 vezes mais forte que a da catapora e está indicada a partir dos 60 anos pelas sociedades médicas, embora já faça efeito a partir dos 50”, explica Maísa Kairalla, presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia – Regional São Paulo.

O imunizante depende de uma única dose, comercializada com o preço médio de 500 reais, o que ainda limita o acesso a muitos brasileiros. Apesar de a vacina ser a melhor opção para se resguardar da reativação do varicela-zóster, manter a imunidade em alta é outro conselho bem-vindo. Ora, são as células de defesa que impedem que o malfeitor se reproduza e cause estragos nos nervos e na pele.

Nesse sentido, vale prezar por alimentação balanceada, atividade física regular e exposição frequente ao sol. “O estresse do cotidiano também baixa a imunidade”, lembra Ferreira. Pois é, corpo e mente em equilíbrio são essenciais para que as forças de segurança do organismo não vacilem e deixem o bandido microscópico aprontar.

Repercussões do herpes-zóster em outros cantos

Encefalite

Ao se reativar, o varicela-zóster pode acessar e atacar o cérebro, levando a uma inflamação potencialmente fatal e capaz de gerar sequelas.

Herpes ocular

Quando aparece no rosto e alcança a linha dos olhos, o vírus pode migrar até o globo ocular e comprometer a vista.

Dor crônica

Até 40% das vítimas têm neuralgia pós-herpética, quadro doloroso que permanece depois que a infecção termina. Chega a durar meses ou anos.

Infarto e AVC

A inflamação associada à doença eleva, em um cenário de maior risco, a probabilidade de um entupimento nas artérias.

Não confunda os vírus

Herpes-zóster

O varicela-zóster causa catapora na infância e, depois, se aloja nos gânglios nervosos, podendo se reativar mais tarde.

Herpes labial

Dois terços da população vivem com o herpes simples tipo 1, capaz de causar feridas na boca e até nos genitais.

Herpes genital

Transmitido sobretudo pelo sexo, o herpes simples tipo 2 afeta as partes íntimas, mas também pode ir para a boca.


                                                      (Ilustração: Daniel Araújo/SAÚDE é Vital)

De um lado só

A proliferação do vírus do herpes-zóster segue o caminho do nervo afetado, mas nunca passa de uma das metades do corpo. Por isso, as lesões na pele ficam só de um lado do rosto, do abdômen…


Fonte: SaúdeAbril
Beber três a quatro chávenas de café por dia pode ser um hábito saudável.


A questão é ambígua: se para muitos a ideia de consumir muito café por dia está associado a um deterioramento da saúde e do bem-estar físico, para outros, o consumo da cafeína significa um aumento da energia diária e vantagens saudáveis manifestadas a curto e a longo prazo.

Assim, a revista científica BMJ publicou um estudo médico que desmistifica certas ideias sobre o café. A análise conclui que beber entre três a quatro cafés por dia reduz o risco de doenças hepáticas, como a cirrose, bem como acidentes cardiovasculares (AVC). 

No entanto, tal como tudo na vida, o consumo não deve ser exagerado e deve ser ajustado à condição de saúde do consumidor. No caso das grávidas, a ingestão de cafeína não deve exceder os 200 mg por dia, o equivalente a cerca de duas chávenas de café. 

A investigação, que esteva a cargo de Robin Poole, um especialista da área da saúde da Universidade de Southampton, no Reino Unido, revela ainda que as pessoas que consumem café têm um menor risco de contrair doenças como a diabetes, o cancro, a demência e o alzheimer. 

"Beber café é aparentemente seguro dentro dos padrões usuais de consumo", conclui a investigação liderada por Poole, cuja análise recaiu sobre 201 estudos baseados em investigação observacional e 17 estudos baseados em ensaios clínicos em vários países.

Assim, o documento demonstra que o risco relativo de morte prematura é reduzido em pessoas que consumem cerca de três cafés por dia, comparativamente a pessoas que não bebem café habitualmente. 

Apesar do rigor da investigação, os cientistas que compõem a equipa de Poole ressalvam que as conclusões retiradas não podem ser consideradas 100% firmes, pelo que outros fatores como o tabagismo, o alcoolismo, a idade e a alimentação devem ser tidos em conta no que toca a adoptar um estilo de vida saudável.

Fonte:Cm Jornal

terça-feira, 14 de novembro de 2017


Quando você e seu médico estão pensando sobre a melhor maneira de controlar o açúcar no sangue, você tem muitas opções para escolher. A insulina e outros medicamentos, incluindo tiros e pílulas, podem ajudar a manter seus níveis em uma faixa saudável. Então quais são os melhores para você? 

Aqui estão algumas das coisas que você e seu médico considerarão quando você estiver decidindo um tratamento.

Que tipo de diabetes você tem. Você é tipo 1 ou tipo 2? Isso afeta quais medicamentos você deve tomar e a dosagem que você precisa. As pessoas com tipo 1 precisam tomar insulina para controlar o açúcar no sangue porque seus corpos não fazem o suficiente. Por outro lado, algumas pessoas com tipo 2 podem precisar de insulina, mas outras podem baixar o açúcar no sangue com coisas como uma dieta melhor, mais exercícios e diferentes tipos de drogas para diabetes.

Seus níveis de açúcar no sangue. Se eles permanecerem muito altos por muito tempo, você está em risco de complicações da diabetes, como problemas oculares ou doenças renais. Se o seu nível de açúcar no sangue estiver acima de onde deveria estar, o seu médico pode adicionar outro medicamento ao seu plano de tratamento ou aumentar a sua dose para chegar a um intervalo saudável.

Há quanto tempo você teve diabetes. Se você teve a condição por mais de 10 anos, algumas pílulas de diabetes podem não ajudar você. Mas se você acabou de ser diagnosticado, seu médico pode não fazer insulina o primeiro tratamento que você tentar. Além disso, seu plano de tratamento pode mudar ao longo do tempo, porque alguns medicamentos são menos efetivos quanto mais você os levar.

Outros problemas de saúde. Algumas condições que você pode ter junto com o diabetes podem afetar o quão bem seus medicamentos controlam seu açúcar no sangue, incluindo:

  • Obesidade
  • Pressão alta
  • Colesterol alto
  • Doença cardíaca
  • Doenca renal
  • Apnéia do sono ou outros problemas de sono
  • Depressão

Alguns medicamentos que tratam diabetes também podem ajudá-lo a tratar outros problemas de saúde ou diminuir suas chances de tê-los. Por exemplo, os medicamentos agonistas GLP-1 ajudam você a sentir-se cada vez mais longo depois de comer. Isso pode ajudá-lo a perder quilos extras se você tiver excesso de peso.


Mas diabetes e alguns dos medicamentos para isso podem aumentar ou diminuir suas chances de ter alguns tipos de câncer, incluindo câncer de fígado, pâncreas ou cólon. Os cientistas não tem certeza do que é o link. Mas se você tem um risco muito alto por um certo tipo de câncer, seu médico pode pensar sobre isso antes de recomendar um tratamento.

Quão ativo você é. O exercício pode diminuir os níveis de açúcar no sangue. Isso é bom, mas você precisa fator em seu plano de tratamento. Fale com o seu médico sobre o quanto você se move a cada dia. Você pode precisar mudar a dose de alguns medicamentos para diabetes se você for mais ativo em sua vida diária ou no trabalho.

Você bebe? O álcool pode diminuir os níveis de açúcar no sangue durante horas, portanto, afeta o quão bem as pilulas de insulina ou diabetes funcionam. Informe o seu médico o quanto você bebe e se você quer beber uma cerveja ou um cocktail de vez em quando. Você pode precisar tomar medidas adicionais para garantir que não interfira com seus medicamentos.

Medo de agulhas. Se você não pode suportar tiros, talvez seja menos provável que se dê tiros quando precisar deles, o que é fundamental para controle de açúcar no sangue. Então, fale com o seu médico se tem medo de agulhas ou não se sente confiante em se injetar.

Alguns medicamentos para diabetes vêm em dispositivos que são como canetas e são mais fáceis de usar do que seringas e frascos de medicamentos. O seu médico ou enfermeiro pode mostrar-lhe como utilizá-los. Você também pode tomar um tipo de insulina que você inala pelo nariz.

Fonte:Wemd


Parar de fumar e evitar frituras são recomendações conhecidas contra o infarto. Mas há outras que poucas pessoas imaginam que podem salvar sua vida. Confira a seguir cinco dicas que podem te surpreender.

1) Cuide da higiene bucal

Muita gente não imagina, mas a prevenção de doenças cardíacas pode começar pela boca. Uma pesquisa do Incor (Instituto do Coração) de São Paulo apontou que cerca de 45% dos problemas de coração investigados tinham origem na cavidade bucal, em cáries com comprometimento do canal, gengivas inflamadas, restos de dente e abscessos.

2) Caso tenha suspeita de infarto, tome dois comprimidos de ácido acetilsalicílico

Uma das medidas mais eficazes em caso de suspeita de infarto é tomar dois comprimidos de ácido acetilsalicílico enquanto aguarda o resgate (desde que não se tenha alergia. Nesses casos, deve-se somente esperar o resgate). Mas é importante ressaltar que essa é apenas uma ação de urgência. Como prevenção, é importante praticar atividade física três vezes por semana, não fumar, não abusar de alimentos gordurosos e tentar evitar o estresse.

3) Caso tenha um problema cardíaco e vá viajar de avião, avise a companhia aérea

Deixe as empresas cientes de que podem precisar lidar com uma emergência dessa natureza. Dados da IATA (International Air Transport Association) mostram que no ano de 2011 morreram mais passageiros de infarto e AVC durante viagens aéreas do que em desastres de avião.

4) Evite congestionamento e poluição

Sete mil pessoas morrem a cada ano em decorrência de doenças desencadeadas pela poluição na Região Metropolitana. Pelo mesmo motivo, a cidade de São Paulo, sozinha, perde quatro mil vidas. A OMS (Organização Mundial da Saúde) comprovou que um a cada cinco casos de doença cardiovascular tem como causa a poluição de ar. A USP confirmou em testes com taxistas e agentes de trânsito que o fato de trabalharem na rua aumenta a pressão arterial e torna o sangue mais coagulável, o que leva ao incremento do risco de um problema vascular.

5) Redobre o cuidado durante as manhãs

As primeiras horas do dia costumam ser as mais perigosas quando o assunto são doenças cardiovasculares. Segundo a cardiologista Sandra Arcencio, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, os motivos ainda não são completamente esclarecidos, mas de 18% a 30% dos casos de infarto e AVC ocorrem no período da manhã e nos dias mais frios.

Fonte: Coração Alerta

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