terça-feira, 5 de dezembro de 2017


Uma nova tecnologia pega carona nesse famoso exame feito logo após o parto para detectar a condição por trás de graves infecções em crianças

O teste já está disponível em algumas clínicas particulares - e a intenção é que, em breve, esteja também na rede.  pública

Ataques frequentes de micróbios a pulmões, ouvidos, intestino ou outros cantos do corpo… São eles que costumam despertar a suspeita da imunodeficiência primária (IDP), condição genética pouco conhecida, mesmo entre profissionais de saúde.

Como o nome do problema indica, há uma falha no sistema de defesa, incapaz de conter infecções. Para mudar o cenário atual, marcado por diagnósticos tardios, o Grupo Brasileiro de Imunodeficiências (Bragid) trouxe um novo exame ao país. Por meio de dados coletados no teste do pezinho, ele flagra a IDP logo após o parto.

Segundo o médico Antonio Condino Neto, pesquisador da Universidade de São Paulo e membro do Bragid, a tecnologia está disponível em clínicas particulares, mas a ideia é que, em breve, vá para a rede pública. Segundo o especialista, se descoberta logo cedo, a condição é controlável e as complicações podem ser evitadas.

5 mil

É o número de casos de imunodeficiência primária registrados no Brasil.

15 mil

É a quantidade de pessoas que devem sofrer com a falta de diagnóstico.

Sinais de alerta da IDP

  • Oito ou mais episódios de otite por ano
  • Duas ou mais pneumonias no último ano
  • Feridas recorrentes na boca
  • Monilíase (o popular sapinho) por mais de dois meses
  • Diarreia crônica ou infecções intestinais de repetição
  • Histórico de imunodeficiências na família
Fonte: Saúde Abril

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017



Tanto a uva verde quanto a roxa são excelentes para a saúde. Dependendo dos benefícios que queremos obter, ou as qualidades que queremos potencializar, devemos escolher uma ou a outra.


Os benefícios das uvas para a saúde são muito variados. Estas frutas deliciosas escondem em suas pequenas sementes todo um tesouro de doçura e benefícios os quais vale a pena conhecer.

Elas são efetivas na prevenção do câncer, para combater a fadiga, doenças renais etc. E suas propriedades podem variar segundo o tipo de uva que escolhamos. Quer saber mais? Então continue lendo o artigo e descubra!

Tanto as uvas roxas quanto as verdes dispõem de grandes benefícios, mas cada uma delas nos ajuda de maneira diferente, em determinada área, e conhecer tais especificidades sem dúvida é importante.

Caso você tenha a oportunidade de consumir uvas em cada uma de suas temporadas, não deixe de fazê-lo. Vejamos o porquê.

Benefícios das uvas roxas

A uva roxa era um manjar muito utilizado e apreciado pelos gregos e romanos. Elas são deliciosamente doces e nutritivas, e possuem propriedades muito especiais, as quais te apresentaremos a seguir:

Previnem o câncer: sua atrativa cor roxa nos diz de antemão que possuem uma grande dose de antioxidantes, uma quantidade fantástica de radicais livres ao quais devemos somar compostos fenólicos, excelentes para lutar contra o câncer.

Previnem doenças cardiovasculares: seus componentes, tais como os antocianos, taninos e flavonoides, são ideais para cuidar de nosso coração. Sua ação vasodilatadora evita que sedimentos se acumulem em nossas artérias, prevenindo problemas tais como a 
arteriosclerose.

Evitam a prisão de ventre: as uvas roxas contêm uma dose muito característica de fibras, que atuam como laxantes sempre que as consumimos, incluindo suas cascas e sementes.

Protegem nosso estômago: para melhorar a digestão, basta consumir suco natural de uvas. O que em alguns países chamam de “mosto”.

Evitam infecções: as uvas roxas têm fortes propriedades antivirais e antibacterianas, são excelentes para limpar nosso sangue e nossos órgãos.

Ácido fólico: nutricionistas aconselham mulheres grávidas a consumirem uvas roxas nos primeiros meses de gravidez, pois elas favorecem a divisão celular e a correta gestação do feto nas primeiras semanas. 

Como observação importante, cabe destacar que devido ao seu alto teor de açúcares, não é conveniente que pessoas diabéticas consumam este tipo de uva.

Benefícios das uvas verdes

Uma das vantagens dessa variedade é a facilidade de encontrá-la durante todo o ano. O preço é acessível, o que faz com que seja mais fácil consumi-la com mais frequência.

Além disso, dessa variedade colhemos os seguintes benefícios:

Contêm pouquíssima gordura: as uvas verdes contêm menos açúcar do que as roxas, são ricas em carboidratos e apresentam um sabor mais ácido.

Não contêm colesterol e nem sódio: são perfeitas para o bom funcionamento de nossos rins, de nosso fígado e intestinos. Dispõem de uma alta quantidade de potássio e são perfeitas para dietas.

São ricas em minerais: principalmente o ferro e o potássio. Graças a isso, podem ajudar na reconstituição de muitos dos tecidos de nosso organismo, melhorando o funcionamento do coração, estimulando a produção de células vermelhas, que ajudam na circulação de oxigênio no corpo.

Previnem o câncer de cólon, próstata e o Alzheimer: todos estes benefícios estão relacionados às substâncias que conhecemos como Resveratrol e catequinas, que são potentes antioxidantes em nosso corpo, que, segundo muitos estudos, potencializam o poder do corpo em prevenir certas doenças.

Cuidam de nossos ossos: graças às vitaminas K e B1, as uvas verdes nos permitem manter a saúde de nossos ossos em perfeito estado por muito mais tempo. 

Quantas uvas consumir para melhorar nossa saúde?

O ideal é consumi-las diariamente. Escolha a que te parecer mais benéfica, roxa ou verde, ou a que seja mais fácil de adquirir. É conveniente comer um cacho por dia, ou um copo de suco recém preparado depois do almoço.

Lembre-se que se incluirmos a casca e as sementes será melhor para combater a prisão de ventre, mas na hora de fazer o suco podemos excluir estas partes. A longo prazo será possível notar os efeitos da fruta em nossa saúde, experimente!

Fonte: Melhor com Saúde

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Novo estudo revela que as atividades reduzem pra valer o risco de desenvolver uma das doenças que mais causa perda de visão no Brasil

Cientistas da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, avaliaram mais de 11 mil pessoas a partir dos 40 anos e descobriram que, entre os mais ativos fisicamente, a incidência de glaucoma era significativamente menor. Sim, exercício faz bem até para os olhos.

Para ter ideia, a cada dez minutos a mais de práticas entre moderadas e intensas por semana, o perigo de sofrer com esse problema caía 25%. O achado é interessante principalmente porque, até pouco tempo atrás, não se acreditava que o estilo de vida exercia qualquer influência positiva contra o avanço dessa condição.

Mais: o glaucoma atinge até 1 milhão de brasileiros, não tem cura e é uma das principais causas de cegueira no mundo. E detectá-lo cedo é um desafio, uma vez que ele não manifesta muitos sintomas.

“A doença vai aos poucos prejudicando a visão periférica até que chega ao centro. Mas essa perda gradual é difícil de ser notada antes de atingir um estágio avançado”, comenta Lisia Aoki, oftalmologista do Hospital das Clínicas de São Paulo.

É malhar para ver

O elo entre exercício físico e uma boa visão é novidade e ainda carece de mais estudado. Mas já se suspeita de alguns mecanismos por trás dele.

“Sabemos que um dos fatores importantes para desenvolver o glaucoma é o fluxo de sangue que o nervo óptico recebe”, explica Lisia. “A partir daí, concluímos que quadros que alterem a circulação nessa região, como pressão alta ou diabetes, podem aumentar o risco de a doença aparecer”, conclui a médica.

As passadas constantes, por sua vez, combatem males crônicos como esses. Ou seja, ela afastaria os problemas por trás do glaucoma.

Para derrotar o glaucoma

Além de ficar de olho no condicionamento físico, o ideal é fazer exames preventivos regularmente a partir dos 40 anos. “Quem tem casos na família deve ficar mais atento”, orienta Lisia. Os testes medem a pressão intraocular – é quando ela está elevada que há um aumento no risco de lesão do nervo óptico – e avaliam o estado do nervo em si.

Nos últimos anos, outras condições foram associadas à doença, como apneia do sono, hipertensão arterial noturna e o uso indiscriminado de colírios.

Saúde Abril

domingo, 26 de novembro de 2017


Dentista desmistifica as principais causas da halitose e as melhores formas de combatê-la

O olfato é poderoso. É o sentido que mais ligamos a memórias e emoções. Imagine, no entanto, se essa lembrança for negativa, como um odor relacionado ao mau hálito. Pois é, para 40% da população brasileira esse risco é real. De acordo com a Associação Brasileira de Pesquisas dos Odores Bucais, quatro em cada dez pessoas por aqui sofrem desse problema.

Diferentemente do que se escuta, a halitose, nome correto da disfunção, não está sempre ligada a desordens estomacais. Na maior parte das vezes, entre 90 e 95% dos casos, o transtorno vem da cavidade bucal mesmo. Daí que o profissional mais indicado para avaliar e tratar a condição é o cirurgião-dentista.

As causas da halitose

Profissionais e pesquisadores já identificaram mais de 40 causas para o mau hálito. Já sabemos que a higiene bucal inadequada é um agravante para o problema, pois permite que restos de alimentos se acumulem entre os dentes, na língua e na gengiva. Essa concentração de resíduos faz com que as bactérias que já existem naturalmente na boca dissolvam as partículas de alimentos e, assim, liberem substâncias com forte odor.

Outro fator que acarreta halitose é a chamada saburra lingual, camada branco-amarelada que se deposita na superfície da língua. Formada por restos de comida, bactérias e células descamadas da boca, a saburra em si é um acontecimento normal. Só que, quando se acumula e permanece no fundo da língua, passa a representar uma encrenca. As bactérias presentes ali se aproveitarão dos resíduos alimentares e, durante esse processo, soltarão enxofre, um gás de cheiro intenso.

A placa bacteriana (ou biofilme), que se forma naturalmente na boca, é outra condição que contribui para o mau hálito. Daí a necessidade de removê-la frequentemente com a escovação e o uso do fio dental. Outros problemas que afetam a gengiva e os dentes, caso da periodontite, também são causa de halitose.

Tem mais uma situação que colabora para o surgimento do odor ruim: a boca seca. É que a saliva ajuda na remoção de partículas e resíduos na região. Essa característica pode ser causada pela utilização de alguns remédios, cigarro e até pelo fato de dormir com a boca aberta.

Estresse, dietas restritivas e mudanças hormonais também concorrem a favor do mau hálito.

E o bafo matinal?

Ter mau hálito ao acordar é normal.

Isso ocorre por causa do jejum aliado à diminuição do fluxo de saliva que acontece normalmente durante o sono. No entanto, se após o café da manhã e a escovação dos dentes o odor persistir, é importante buscar ajuda profissional. A halitose pode estar na área.

Dá pra prevenir

Apesar da grande quantidade de causas, o mau hálito pode ser evitado. Conselhos como comer de três em três horas ajudam, pois o jejum prolongado tende a gerar um odor bucal ruim. Cuidados com a alimentação também são válidos: comidas muito salgadas, quentes ou condimentadas tornam a boca mais seca, cooperando com a situação. Nesse sentido, alimentos como alho, cebola, carne vermelha, frituras e refrigerantes também cobram moderação.

O álcool e o cigarro são outros fatores que contribuem para o ressecamento bucal e, portanto, devem ser mantidos a distância. No caso da bebida alcoólica, o problema acontece porque ela provoca uma grande descamação de células bucais, cheias de proteínas que se transformam em enxofre. Já o fumo, além de contribuir para a redução da saliva, costuma ter em sua composição derivados de enxofre. Ponto para o mau hálito.

Entre os aliados contra a halitose, vale destacar que alguns alimentos são de grande valia. O consumo de comidas fibrosas, como maçã e cenoura, ajuda, uma vez que que esses vegetais promovem uma limpeza entre os dentes e evitam o acúmulo de resíduos.

Na realidade, as recomendações para prevenir o mau hálito no dia a dia são simples: beber mais água e higienizar bem a boca. O consumo de líquidos abaixo do ideal – cerca de 2 litros por dia – faz com que as glândulas salivares não produzam a quantidade adequada de saliva, essencial no combate à halitose. Já com relação à higiene bucal, a dica é simples: escove os dentes e use o fio dental três vezes ao dia após todas as refeições, limpe a língua e use enxaguante bucal, de preferência sem álcool.

O diagnóstico no dentista

Infelizmente, muitas pessoas com mau hálito não o percebem. Isso ocorre porque as células do nariz se acostumam com os cheiros após algum tempo. Por isso, velhos truques como fazer concha com as mãos e depois respirar o ar não revelam o problema.

Diante disso, se está desconfiado que seu hálito não esteja normal, peça para que alguém de confiança lhe avise se está sentindo um odor desagradável. O mais importante, em todo caso, é procurar o profissional em caso de suspeita. Só o dentista saberá avaliar a boca e identificar de onde vem o problema. Assim como a melhor forma de tratá-lo.

Tem tratamento

O diagnóstico no consultório do dentista é feito primeiramente por meio de uma análise da boca do paciente e de seu histórico. Também podem ser realizados exames que medem a quantidade e a qualidade da saliva (sialometria), a quantidade de enxofre exalada na respiração, a presença de ronco e de apneia…

Entretanto, a realização de todos esses exames não substitui o mais importante: a checagem do hálito pelo olfato humano. Por isso, o cirurgião-dentista tem de avaliar, por meio de seu olfato, o hálito do paciente. Essa checagem é chamada teste organoléptico. Ainda hoje é considerado o método mais confiável e seguro.

Atualmente, os tratamentos vão desde a adoção de uma dieta balanceada até mesmo o uso de laserterapia e eletroterapia, técnicas que regeneram a função das glândulas salivares.

Fonte: Saúde Abril

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

A doença, causada pelo agente infeccioso da catapora, causa muita dor e poderá afetar até um terço da população. Saiba como prevenir
Vírus da catapora fica alojado no organismo e pode voltar com força total (Ilustração: Daniel Araújo//Além da pele, herpes-zóster compromete a visão e o coração/SAÚDE é Vital)


Na última semana, a humorista Claudia Rodrigues foi internada no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, por causa de complicações de esclerose múltipla. Poucos dias depois, quarta-feira (22 de novembro), a assessoria da artista confirmou que uma baixa na imunidade, algo comum nesses casos, resultou em um quadro de herpes-zóster, gerando lesões na região do olho direito e ameaçando a visão da atriz. Mas qual a verdadeira origem do problema?

Pense em um bandido detido, levado à prisão e que, depois de décadas cumprindo pena, se aproveita de uma bobeada da segurança para escapar das grades e cometer um novo crime, ainda mais grave. É o que acontece com o vírus varicela-zóster. Normalmente na infância, ele provoca a catapora.

Após o organismo tomar conta da situação, o mau elemento recua e se esconde no sistema nervoso, onde fica anos quietinho aguardando o momento para dar o bote. “Ele se vale da queda na imunidade para se reativar”, explica o médico Cipriano Ferreira, da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

E é aí que aparece o herpes-zóster ou só zóster, palavra grega que significa “cinturão” e reflete uma das principais características da doença: a formação de bolhas bem doloridas ao longo de uma faixa na pele, em geral em apenas um lado do corpo.

Uma vez que baixas no sistema imune são mais frequentes com a idade, não é de espantar que a incidência do mal aumente depois dos 50. Mas não são só os mais experientes que estão ameaçados pelo retorno do vírus. “O declínio das defesas que ocorre com o envelhecimento é um fator importante, porém existem outros gatilhos e situações a considerar”, diz o virologista Fernando Spilki, da Universidade Feevale, em Novo Hamburgo (RS).

Entram no grupo de risco indivíduos que se submeteram a um transplante e pessoas com doenças crônicas como diabetes, aids ou outras condições que exigem o uso de remédios imunossupressores. Não é pouca gente.

O drama é que se espera um crescimento no número de casos de zóster pelo mundo. Segundo análise publicada no periódico científico BMC Geriatrics, a incidência deve subir cerca de 3% ao ano até 2030. O dado reforça uma estimativa do próprio Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos, o CDC, que calcula que o problema já possa atingir um terço da população. Ora, o vírus está escondido no corpo de muitos adultos, e eles estão envelhecendo.

O bicho pega mesmo porque todo mundo que já teve catapora está sujeito ao herpes-zóster. “Estima-se que pelo menos 95% da população tenha o vírus latente, esperando baixas significativas na imunidade para se expressar livremente”, conta o pesquisador Igor Brasil Costa, especialista em saúde pública do Instituto Evandro Chagas, em Belém do Pará.

Com o caminho liberado, ele passa a se replicar e avançar nas terminações nervosas, provocando uma inflamação local e generalizada. Daí vem a dor, seguida das erupções de feridas na pele. Se a infecção não for contida, pode haver complicações em outros cantos, como os olhos.

Aliás, o processo inflamatório desencadeado pelo zóster traz outras ameaças a distância. Um estudo recente publicado na revista da Associação Americana do Coração identificou que, até um ano após o controle da enfermidade, suas vítimas correm um risco consideravelmente maior de sofrer um infarto ou derrame. O que justificaria essa relação? A inflamação despertada pelo vírus, capaz de repercutir negativamente nas artérias que abastecem o cérebro e o coração.

Para entender e brecar os tormentos mais imediatos da doença, o bioquímico Thiago Mattar Cunha e colegas da Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto, analisaram o mecanismo da infecção e descobriram que um dos processos cruciais para o aparecimento da dor é o aumento nos níveis de uma molécula inflamatória, o TNF-alfa.

O achado tem potencial de ajudar a identificar a melhor forma de impedir e contra-atacar uma das principais complicações do zóster, a neuralgia pós-herpética – quando o vírus machuca tanto os nervos que o incômodo não passa mesmo após o fim da infecção.

O tratamento do zóster hoje é feito com comprimidos antivirais, os mesmos utilizados contra outros agentes infecciosos. “O uso dos medicamentos deve começar nos primeiros dias após o diagnóstico a fim de diminuir a intensidade dos sintomas e o risco de complicações”, esclarece o dermatologista Claudio Wulkan, do Einstein.

A dor, que costuma surgir dias antes das lesões cutâneas, junto com coceira e formigamento, é tão intensa que muitas vezes exige internação. Analgésicos comuns não dão conta do recado, o que faz os médicos partirem para fármacos que atuam diretamente no sistema nervoso. Tudo para aliviar uma sensação descrita como lancinante.

Prevenção do crime

Mais eficiente (e tranquilo) do que a estratégia polícia e ladrão é apostar em um plano de ação preventivo. O ideal é imunizar-se contra a catapora na infância, mas essa proteção só foi incluída no Calendário Nacional de Vacinação em 2013. Ou seja, serão décadas pela frente até que toda a população esteja devidamente blindada desde cedo contra o vírus.

Não é por menos que a farmacêutica MSD desenvolveu uma vacina específica para o zóster, já disponível no Brasil na rede particular. “Ela é 14 vezes mais forte que a da catapora e está indicada a partir dos 60 anos pelas sociedades médicas, embora já faça efeito a partir dos 50”, explica Maísa Kairalla, presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia – Regional São Paulo.

O imunizante depende de uma única dose, comercializada com o preço médio de 500 reais, o que ainda limita o acesso a muitos brasileiros. Apesar de a vacina ser a melhor opção para se resguardar da reativação do varicela-zóster, manter a imunidade em alta é outro conselho bem-vindo. Ora, são as células de defesa que impedem que o malfeitor se reproduza e cause estragos nos nervos e na pele.

Nesse sentido, vale prezar por alimentação balanceada, atividade física regular e exposição frequente ao sol. “O estresse do cotidiano também baixa a imunidade”, lembra Ferreira. Pois é, corpo e mente em equilíbrio são essenciais para que as forças de segurança do organismo não vacilem e deixem o bandido microscópico aprontar.

Repercussões do herpes-zóster em outros cantos

Encefalite

Ao se reativar, o varicela-zóster pode acessar e atacar o cérebro, levando a uma inflamação potencialmente fatal e capaz de gerar sequelas.

Herpes ocular

Quando aparece no rosto e alcança a linha dos olhos, o vírus pode migrar até o globo ocular e comprometer a vista.

Dor crônica

Até 40% das vítimas têm neuralgia pós-herpética, quadro doloroso que permanece depois que a infecção termina. Chega a durar meses ou anos.

Infarto e AVC

A inflamação associada à doença eleva, em um cenário de maior risco, a probabilidade de um entupimento nas artérias.

Não confunda os vírus

Herpes-zóster

O varicela-zóster causa catapora na infância e, depois, se aloja nos gânglios nervosos, podendo se reativar mais tarde.

Herpes labial

Dois terços da população vivem com o herpes simples tipo 1, capaz de causar feridas na boca e até nos genitais.

Herpes genital

Transmitido sobretudo pelo sexo, o herpes simples tipo 2 afeta as partes íntimas, mas também pode ir para a boca.


                                                      (Ilustração: Daniel Araújo/SAÚDE é Vital)

De um lado só

A proliferação do vírus do herpes-zóster segue o caminho do nervo afetado, mas nunca passa de uma das metades do corpo. Por isso, as lesões na pele ficam só de um lado do rosto, do abdômen…


Fonte: SaúdeAbril
Beber três a quatro chávenas de café por dia pode ser um hábito saudável.


A questão é ambígua: se para muitos a ideia de consumir muito café por dia está associado a um deterioramento da saúde e do bem-estar físico, para outros, o consumo da cafeína significa um aumento da energia diária e vantagens saudáveis manifestadas a curto e a longo prazo.

Assim, a revista científica BMJ publicou um estudo médico que desmistifica certas ideias sobre o café. A análise conclui que beber entre três a quatro cafés por dia reduz o risco de doenças hepáticas, como a cirrose, bem como acidentes cardiovasculares (AVC). 

No entanto, tal como tudo na vida, o consumo não deve ser exagerado e deve ser ajustado à condição de saúde do consumidor. No caso das grávidas, a ingestão de cafeína não deve exceder os 200 mg por dia, o equivalente a cerca de duas chávenas de café. 

A investigação, que esteva a cargo de Robin Poole, um especialista da área da saúde da Universidade de Southampton, no Reino Unido, revela ainda que as pessoas que consumem café têm um menor risco de contrair doenças como a diabetes, o cancro, a demência e o alzheimer. 

"Beber café é aparentemente seguro dentro dos padrões usuais de consumo", conclui a investigação liderada por Poole, cuja análise recaiu sobre 201 estudos baseados em investigação observacional e 17 estudos baseados em ensaios clínicos em vários países.

Assim, o documento demonstra que o risco relativo de morte prematura é reduzido em pessoas que consumem cerca de três cafés por dia, comparativamente a pessoas que não bebem café habitualmente. 

Apesar do rigor da investigação, os cientistas que compõem a equipa de Poole ressalvam que as conclusões retiradas não podem ser consideradas 100% firmes, pelo que outros fatores como o tabagismo, o alcoolismo, a idade e a alimentação devem ser tidos em conta no que toca a adoptar um estilo de vida saudável.

Fonte:Cm Jornal

terça-feira, 14 de novembro de 2017


Quando você e seu médico estão pensando sobre a melhor maneira de controlar o açúcar no sangue, você tem muitas opções para escolher. A insulina e outros medicamentos, incluindo tiros e pílulas, podem ajudar a manter seus níveis em uma faixa saudável. Então quais são os melhores para você? 

Aqui estão algumas das coisas que você e seu médico considerarão quando você estiver decidindo um tratamento.

Que tipo de diabetes você tem. Você é tipo 1 ou tipo 2? Isso afeta quais medicamentos você deve tomar e a dosagem que você precisa. As pessoas com tipo 1 precisam tomar insulina para controlar o açúcar no sangue porque seus corpos não fazem o suficiente. Por outro lado, algumas pessoas com tipo 2 podem precisar de insulina, mas outras podem baixar o açúcar no sangue com coisas como uma dieta melhor, mais exercícios e diferentes tipos de drogas para diabetes.

Seus níveis de açúcar no sangue. Se eles permanecerem muito altos por muito tempo, você está em risco de complicações da diabetes, como problemas oculares ou doenças renais. Se o seu nível de açúcar no sangue estiver acima de onde deveria estar, o seu médico pode adicionar outro medicamento ao seu plano de tratamento ou aumentar a sua dose para chegar a um intervalo saudável.

Há quanto tempo você teve diabetes. Se você teve a condição por mais de 10 anos, algumas pílulas de diabetes podem não ajudar você. Mas se você acabou de ser diagnosticado, seu médico pode não fazer insulina o primeiro tratamento que você tentar. Além disso, seu plano de tratamento pode mudar ao longo do tempo, porque alguns medicamentos são menos efetivos quanto mais você os levar.

Outros problemas de saúde. Algumas condições que você pode ter junto com o diabetes podem afetar o quão bem seus medicamentos controlam seu açúcar no sangue, incluindo:

  • Obesidade
  • Pressão alta
  • Colesterol alto
  • Doença cardíaca
  • Doenca renal
  • Apnéia do sono ou outros problemas de sono
  • Depressão

Alguns medicamentos que tratam diabetes também podem ajudá-lo a tratar outros problemas de saúde ou diminuir suas chances de tê-los. Por exemplo, os medicamentos agonistas GLP-1 ajudam você a sentir-se cada vez mais longo depois de comer. Isso pode ajudá-lo a perder quilos extras se você tiver excesso de peso.


Mas diabetes e alguns dos medicamentos para isso podem aumentar ou diminuir suas chances de ter alguns tipos de câncer, incluindo câncer de fígado, pâncreas ou cólon. Os cientistas não tem certeza do que é o link. Mas se você tem um risco muito alto por um certo tipo de câncer, seu médico pode pensar sobre isso antes de recomendar um tratamento.

Quão ativo você é. O exercício pode diminuir os níveis de açúcar no sangue. Isso é bom, mas você precisa fator em seu plano de tratamento. Fale com o seu médico sobre o quanto você se move a cada dia. Você pode precisar mudar a dose de alguns medicamentos para diabetes se você for mais ativo em sua vida diária ou no trabalho.

Você bebe? O álcool pode diminuir os níveis de açúcar no sangue durante horas, portanto, afeta o quão bem as pilulas de insulina ou diabetes funcionam. Informe o seu médico o quanto você bebe e se você quer beber uma cerveja ou um cocktail de vez em quando. Você pode precisar tomar medidas adicionais para garantir que não interfira com seus medicamentos.

Medo de agulhas. Se você não pode suportar tiros, talvez seja menos provável que se dê tiros quando precisar deles, o que é fundamental para controle de açúcar no sangue. Então, fale com o seu médico se tem medo de agulhas ou não se sente confiante em se injetar.

Alguns medicamentos para diabetes vêm em dispositivos que são como canetas e são mais fáceis de usar do que seringas e frascos de medicamentos. O seu médico ou enfermeiro pode mostrar-lhe como utilizá-los. Você também pode tomar um tipo de insulina que você inala pelo nariz.

Fonte:Wemd


Parar de fumar e evitar frituras são recomendações conhecidas contra o infarto. Mas há outras que poucas pessoas imaginam que podem salvar sua vida. Confira a seguir cinco dicas que podem te surpreender.

1) Cuide da higiene bucal

Muita gente não imagina, mas a prevenção de doenças cardíacas pode começar pela boca. Uma pesquisa do Incor (Instituto do Coração) de São Paulo apontou que cerca de 45% dos problemas de coração investigados tinham origem na cavidade bucal, em cáries com comprometimento do canal, gengivas inflamadas, restos de dente e abscessos.

2) Caso tenha suspeita de infarto, tome dois comprimidos de ácido acetilsalicílico

Uma das medidas mais eficazes em caso de suspeita de infarto é tomar dois comprimidos de ácido acetilsalicílico enquanto aguarda o resgate (desde que não se tenha alergia. Nesses casos, deve-se somente esperar o resgate). Mas é importante ressaltar que essa é apenas uma ação de urgência. Como prevenção, é importante praticar atividade física três vezes por semana, não fumar, não abusar de alimentos gordurosos e tentar evitar o estresse.

3) Caso tenha um problema cardíaco e vá viajar de avião, avise a companhia aérea

Deixe as empresas cientes de que podem precisar lidar com uma emergência dessa natureza. Dados da IATA (International Air Transport Association) mostram que no ano de 2011 morreram mais passageiros de infarto e AVC durante viagens aéreas do que em desastres de avião.

4) Evite congestionamento e poluição

Sete mil pessoas morrem a cada ano em decorrência de doenças desencadeadas pela poluição na Região Metropolitana. Pelo mesmo motivo, a cidade de São Paulo, sozinha, perde quatro mil vidas. A OMS (Organização Mundial da Saúde) comprovou que um a cada cinco casos de doença cardiovascular tem como causa a poluição de ar. A USP confirmou em testes com taxistas e agentes de trânsito que o fato de trabalharem na rua aumenta a pressão arterial e torna o sangue mais coagulável, o que leva ao incremento do risco de um problema vascular.

5) Redobre o cuidado durante as manhãs

As primeiras horas do dia costumam ser as mais perigosas quando o assunto são doenças cardiovasculares. Segundo a cardiologista Sandra Arcencio, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, os motivos ainda não são completamente esclarecidos, mas de 18% a 30% dos casos de infarto e AVC ocorrem no período da manhã e nos dias mais frios.

Fonte: Coração Alerta

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

DIU pode reduzir em cerca de 50% o risco de câncer de colo de útero, segundo artigo publicado no The Lancet Oncology



A utilização de um dispositivo contraceptivo intra-uterino (DIU) pode proteger contra o risco de desenvolver câncer cervical, embora não proteja contra a infecção cervical pelo papilomavírus humano (HPV), de acordo com estudo realizado pelo Instituto Catalão de Oncologia, na Espanha, publicado pelo The Lancet Oncology.

Uma análise combinada de 26 estudos epidemiológicos mostrou que o uso de dispositivo intra-uterino (DIU) pode reduzir o risco de desenvolver câncer cervical em cerca de 50%, mas não protege contra a infecção pelo vírus HPV.

Foi realizada uma análise combinada de dados individuais a partir de dois grandes estudos da International Agency for Research on Câncer e do Instituto Català d'Oncologia – Barcelona, na Espanha.

Um estudo incluiu dados de dez estudos caso-controle de câncer cervical feito em oito países e os outros dados incluídos vieram de 16 estudos de prevalência de HPV em mulheres da população geral em 14 países. 

Um total de 2.205 mulheres com câncer de colo do útero e 2.214 mulheres no grupo controle que não tinham câncer cervical foram incluídas a partir dos estudos de caso-controle e 15.272 mulheres saudáveis a partir de pesquisa com o HPV. Informações sobre o uso do DIU foram obtidas por entrevista pessoal. O HPV foi testado pela técnica de PCR.

Após o ajuste para coivaráveis relevantes, foi encontrada uma forte associação inversa entre o uso de DIU e o câncer cervical, em relação aos tipos mais comuns do tumor – redução de probabilidade de desenvolvimento de carcinoma de células escamosas em 44% e adenocarcinoma ou carcinoma adenoescamoso em 54%. O DIU não afetou o risco de infecção pelo HIV.

O período de tempo que as mulheres usavam o DIU não alterou significativamente o risco, uma vez que o risco foi reduzido quase pela metade no primeiro ano de utilização e o efeito protetor permaneceu significativamente o mesmo após 10 anos de uso do dispositivo.

Os dados sugerem que o uso de DIU pode agir como um cofator de proteção na carcinogênese cervical. Os cientistas, liderados pelo pesquisador Xavier Castellsague, acreditam que no processo de inserção ou remoção deste dispositivo as células pré-cancerosas possam ser destruídas ou que haja uma inflamação responsável por provocar aumento da imunidade celular. Estes podem ser alguns dos vários mecanismos que poderiam explicar os achados.

Fonte: The Lancet Oncology

sexta-feira, 10 de novembro de 2017


A prática de treinos com pesos ou de musculação, tem vindo a tornar-se mais e mais popular entre o público feminino. Na verdade, as mulheres frequentam cada vez mais as salas de musculação, à medida que a ideia ou o estigma de que o treino com pesos torna a mulheres mais masculinas também se vai desmistificando.

No entanto, são muitas as mulheres que não podem frequentar um ginásio, seja por falta de tempo, por falta de dinheiro ou por não terem acesso a um ginásio que esteja situado próximo do local de trabalho ou do local onde vivem.

Também há muitas mulheres que têm uma personalidade introvertida, que são tímidas ou que pura e simplesmente não gostam de frequentar o ginásio.

No entanto, e com o programa de treino de musculação certo, essas mulheres podem perfeitamente executar treinos de musculação, sem sair de casa, mesmo que só tenham acesso a alguns equipamentos básicos, ou até mesmo que não possuam qualquer tipo de equipamento de musculação.

O objetivo deste programa de treino é proporcionar às leitoras um treino de musculação simples, de execução rápida, com um nível de dificuldade reduzido, que se foca na parte inferior do corpo (pernas) e que não requer acessórios de treino de musculação para o poder realizar.

Treino para mulheres sem equipamento

Treino musculação mulheres sem equipamento


Configuração do treino:

Aquecimento (1º Exercício): 3 séries de agachamento, 15 repetições por série.
Séries: 2 a 3 por exercício.
Repetições: Realize o maior nº de repetições que conseguir por série. Caso já consiga realizar mais de 20 repetições por série, procure realizar uma variação mais difícil desse exercício ou adicionar resistência, por exemplo em forma de uma mochila carregada com livros, por exemplo.
Descanso: O período de descanso entre séries deverá ser de 120 segundos.

Ao realizar o Wall Sit, que é um exercício isométrico, deverá permanecer imóvel, encostada à parede, durante o maior período de tempo que conseguir.
Conclusão

Então aqui tem; um programa de treino de musculação que se foca no treino dos membros inferiores e que a leitora poderá perfeitamente ser capaz de realizar no local onde vive. Tente realizá-lo pelo menos 1 vez por semana, e até 3 vezes por semana.

Caso pretenda continuar a obter progressos ao longo do tempo, sobretudo ao nível do aumento da força e de massa muscular, terá que aplicar alguma forma de sobrecarga progressiva.

De forma a conseguir isso, pode optar por tentar realizar um número cada vez maior de repetições por série, e/ou adicionar mais resistência/carga aos exercícios, utilizando, por exemplo, uma mochila carregada com livros.

Também é fácil aumentar a dificuldade/resistência em alguns dos exercícios deste plano de treino. Por exemplo:
Poderá realizar os exercícios Wall Sit, Hip Bridge e Panturrilha em pé com apenas uma perna de cada vez, elevando a perna oposta.
Também pode realizar o exercício flexão na sua forma clássica, com o corpo completamente reto.
Poderá ainda aumentar a dificuldade do exercício prancha apoiando os antebraços mais à frente do tronco.

Como pode ver, para conseguir ficar em forma não precisa de gastar dinheiro, só tem que se livrar das desculpas e ter alguma vontade para treinar. 

quinta-feira, 9 de novembro de 2017


"Colesterol" é uma palavra familiar, mas ainda é um conceito evasivo para muitas pessoas. E não admira. A bioquímica dificilmente é simples, mesmo para os bioquímicos. Aqui estão algumas notas de revisão de colesterol.

O colesterol é uma substância gorda encontrada em todas as células animais, humanas e outras. É essencial para a vida. O corpo humano fabrica todo o colesterol que ele precisa - assim podemos viver sem comer colesterol. O colesterol está ligado a pacotes de proteína chamados lipoproteínas, que são montados no fígado e circulam na corrente sanguínea. Dois dos tipos mais conhecidos de lipoproteínas são HDL ( lipoproteína de alta densidade), o tipo "bom" que transporta o colesterol para fora do sistema; e LDL (lipoproteína de baixa densidade), o tipo "ruim" que deposita o colesterol nas paredes arteriais, onde pode acumular e estreitar as artérias. O alto colesterol LDL é um fator de risco conhecido para ataque cardíaco.

O gráfico abaixo irá atualizar sua memória nas diretrizes para colesterol total e colesterol HDL. Nos EUA, o colesterol é medido em miligramas por decilitro (mg / dL) de sangue. No Canadá e em muitos outros países, mede-se em milimoles por litro (mmol / L). Este último é conhecido como o Sistema Internacional. (Para converter em milimoles, divida os miligramas em 38.67. Para converter de milimoles em miligramas, multiplique por 38.67.)

COLESTEROL LDL

Óptimo: Menos de 100 mg / dL (2,58 mmol / L)

Desejável: 100-129 mg / dL (2,58 -3,34 mmol / L)

Limite de limite: 130-159 mg / dL (3,37 -4,11 mmol / L)

Alto: 160 mg / dL ou mais (4,14 mmol / L ou mais)

COLESTEROL TOTAL

Desejável: Menos de 200 mg / dL (5,2 mmol / L)

Borderline-high: 200-239 mg / dL (5,2 -6,19 mmol / L)

Alto: 240 mg / dL ou mais (6,2 mmol / L ou mais)

COLESTEROL HDL

Baixa: Menos de 40 mg / dL (1,03 mmol / L)

TRIGLYCERIDES

Ótimo: Menos de 100 mg / dL (1,13 mmol / L)

Desejável: Menos de 150 mg / dL (1,69 mmol / L)

Borderline-high: 150-199 mg / dL (1,69-2,25 mmol / L)

Alto: 200-499 mg / dL (2,26-5,63 mmol / L)

Muito alto: 500 mg / dL (5,74 mmol / L)

Quantas vezes eu deveria ter o meu colesterol no sangue medido?

Os adultos devem ser rastreados pelo menos uma vez a cada cinco anos, mas com maior freqüência se o colesterol total for elevado ou próximo a ser elevado, se o HDL for baixo e / ou tiverem outros fatores de risco cardíaco.

Meu colesterol total é inferior a 200, mas meu HDL é apenas 30. Isso é um problema? Sou um homem de 45 anos.


Um HDL abaixo de 40 mg / dL é um fator de risco para ataque cardíaco, mesmo que o colesterol total esteja na faixa desejável. Um estudo mostrou que o risco de morrer de doença cardíaca era 38 por cento maior em homens com HDL abaixo de 35, mesmo que seu colesterol total fosse inferior a 200. O risco de acidente vascular cerebral em tais homens também era maior. Se o seu colesterol total e LDL estiverem elevados, um HDL alto pode ajudar a protegê-lo um pouco. Quanto maior o seu HDL, melhor.

Eu sou uma mulher de 55 anos, e meu HDL diminuiu acentuadamente nos últimos cinco anos. Por quê?

Na menopausa, a produção de estrogênio declina, e também o HDL. Os hormônios sexuais femininos tendem a aumentar o HDL.

Como posso aumentar meu nível de HDL? Abaixe meu LDL?

É mais difícil aumentar o HDL do que reduzir o colesterol total. A terapia de reposição hormonal pode aumentar o HDL em mulheres na pós-menopausa, mas já não é recomendado para este propósito porque pode aumentar o risco de câncer de mama. O consumo moderado de álcool - até uma bebida por dia para uma mulher, dois para um homem - também ajuda a aumentar o HDL. Pare de fumar se você fumar, perder peso se estiver com excesso de peso e obter exercícios aeróbicos regulares. Para reduzir LDL, limite a ingestão de gordura saturada, gordura trans e colesterol na dieta. Coma uma dieta rica em frutas, grãos, legumes e produtos lácteos não gordurosos ou com baixo teor de gordura. Os fármacos que reduzem o colesterol reduzem principalmente as LDL, mas alguns também aumentam o HDL.


Conheço o meu HDL e LDL. Por que eles não somam meu colesterol total?


Certas gorduras de sangue conhecidas como triglicerídeos também figuram na equação, que é: 
Colesterol total = HDL + LDL + (triglicerídeos ÷ 5) 
Na verdade, a LDL não é medida diretamente, mas derivada da seguinte forma: 
LDL = colesterol total - HDL - (triglicerídeos ÷ 5)

Veja a próxima pergunta e responda para mais informações sobre triglicerídeos.

Os triglicerídeos também são colesterol? E é importante prestar atenção neles?

É importante conhecer o seu nível de triglicerídeos e abaixá-lo se for elevado. Os triglicerídeos são um tipo de gordura que circula no sangue e fornece energia para o corpo. Os triglicerídeos também são encontrados nas gorduras que comemos - e os níveis de sangue aumentam temporariamente após as refeições. O excesso de calorias é armazenado como triglicerídeos no tecido adiposo. Junto com o colesterol, os triglicerídeos tendem a aumentar à medida que as pessoas envelhecem (e mais gordo). As mulheres, especialmente após a menopausa, tendem a ter níveis mais altos do que os homens. Se um alto nível de triglicerídeos por si só coloca em risco o coração é controverso. Mas os níveis elevados tendem a ser acompanhados de uma constelação de outros fatores de risco para doenças cardíacas, incluindo colesterol HDL baixo, níveis elevados de pequenas partículas densas de colesterol LDL, resistência à insulina ou diabetes, obesidade abdominal e pressão arterial elevada. Tratar essas condições geralmente traz os triglicerídeos para baixo, também - embora nem sempre. Se você tem altos níveis de triglicerídeos, as mudanças na dieta e no estilo de vida são geralmente as primeiras etapas. Se estes são insuficientes, ou se seus níveis são muito altos, você precisará de tratamento médico.

Por que não embalar rótulos distinguem entre bom e mau colesterol?

O colesterol que comemos é simplesmente colesterol - você não pode consumir "colesterol bom". O colesterol dietético vem apenas de produtos de origem animal, como carnes, aves, peixes, ovos e produtos lácteos. A quantidade de colesterol que você consome afeta a quantidade que seu corpo produz, o que também é afetado por fatores genéticos. Mas as gorduras saturadas, encontradas principalmente em produtos de origem animal, elevam o LDL mais do que o colesterol na dieta.

Ouvi dizer que está bem comer ovos, bem como camarão. Ambos os alimentos são ricos em colesterol, então por que eles estão bem?

Tudo depende da quantidade desses alimentos que você come e em que contexto - e quais são seus fatores de risco pessoais. Um ovo grande contém cerca de 185 miligramas de colesterol; A American Heart Association recomenda um máximo diário de 300 miligramas para a maioria das pessoas (200 miligramas para pacientes com doenças cardíacas, diabetes ou níveis indesejáveis ​​de colesterol no sangue). Seria bom comer um ovo se os outros alimentos que você come nesse dia são baixos em colesterol. E algumas pesquisas recentes sugerem que os ovos podem realmente fornecer alguns benefícios cardíacos. Os camarões contêm mais colesterol do que a maioria dos mariscos (175 miligramas em 3 onças), mas, como os ovos, são baixos em gorduras saturadas e os camarões, em quantidades moderadas, têm um lugar em uma dieta saudável para o coração.

Preciso rápido antes de um teste de colesterol?

Embora o colesterol total e o HDL possam ser medidos com bastante precisão sem jejum, para medir LDL e triglicerídeos (gorduras no sangue), você precisa acelerar 12 horas (durante a noite).

O que pode distorcer os resultados de um teste de colesterol?

Flutuações de peso pouco antes do teste, mudanças na dieta e ingestão excessiva de álcool podem afetar seu teste. Assim, cirurgia ou lesão, infecção ou tensão física severa. Seus resultados podem até variar com as estações do ano. No tempo de teste, seu peso deveria ter sido estável por pelo menos duas semanas, e você deveria estar comendo sua dieta habitual e tomando sua quantidade usual de álcool, se você beber. Pelo menos duas semanas deveriam ter decorrido desde qualquer cirurgia, trauma, doença ou tensão física.


Diga adeus a gordura gorda irritante ...
Culpa de negligenciar os músculos das costas? Você não é o único. Muitas vezes nos concentramos principalmente nos músculos que vemos no espelho e acabamos esquecendo completamente os que estão na parte de trás. Enquanto os nossos abs podem estar no ponto justo a tempo para as nossas férias na praia de verão, nossas costas podem fazer com um pouco de trabalho na academia. No entanto, nós conseguimos você classificar com os melhores exercícios para tonificar suas costas e sentir-se fantástico, de volta à frente.

Não só o trabalho em suas costas aumentará seu físico em geral, mas também aumentará dramaticamente a força e a postura. Uma combinação inteligente da dieta certa, mais os exercícios de volta que lhe dão mais explosão para o seu dinheiro, o levará ao caminho certo para eliminar o excesso de gordura e dor nas costas. Estes dois exercícios eficazes são obrigados a fazer você se sentir forte, poderoso e pronto para intensificar o seu jogo de ginástica. 


Fila dobrada

1. Fique de pé com os pés distanciados do quadril, os joelhos dobrados e o corpo superior inclinados para frente dos quadris. Mantenha uma parte traseira lisa.

2. Segurando uma barra com as duas mãos, braços estendidos para o chão, arraste a barra até sua cintura.

3. Abaixe lentamente e repita.

Dica de segurança: mantenha seus ombros de volta e tente não dar corações.

Excêntrico chin-up

1. Fique debaixo de uma barra de pull-up, em uma etapa, se necessário.

2. Salte para segurar a barra de pull-up com as duas mãos, as palmas voltadas para você. Seu queixo já deve estar no auge da barra, no topo do movimento.

3. Abaixe-se tão lentamente quanto possível, até que os braços estejam totalmente estendidos.

4. Liberte e repita.

Derrube os carboidratos refinados no meio-fio

Manter em forma e cuidar do seu corpo não é apenas fazer exercicios corretos; Você também precisa ter certeza de que está comendo o alimento certo. Exercitar e manter uma dieta saudável vai de mãos dadas.

Certifique-se de que o açúcar e os carboidratos refinados (como macarrão e pão) são escassos em sua dieta, pois o consumo de alimentos de alta IG como esses encorajará seu corpo a armazenar gordura. Preencha os vegetais fibrosos e fontes de alta proteína, como ovos e frango, em vez disso.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

No sentido horário, grumixama, bacupari-mirim, ubajaí, araçá-piranga e cereja-do-rio-grande, candidatas a novas "superfrutas", segundo cientistas Foto: Helton Muniz / Severino de Alencar
Se você já bebeu um suco de ubajaí, degustou um araçá-piranga ou já provou uma cereja-do-rio-grande, parabéns. É um dos felizardos que conhece estas frutas raras da Mata Atlântica, com efeitos tão positivos para a saúde que cientistas brasileiros apostam nelas como candidatas a novas "superfrutas" da moda.
Pesquisas feitas em parceria pela Unicamp e pela USP, determinaram que cinco espécies nativas do Brasil são ricas em antioxidantes e têm alta eficiência anti-inflamatória no organismo - comparável à de estrelas do mercado de alimentos saudáveis, como o açaí e as frutas vermelhas tradicionais (morango, mirtilo, amora e framboesa).
Mas para conseguir estudar o araçá-piranga (E. leitonii), a cereja-do-rio-grande (E. involucrata), a grumixama (E. brasiliensis), o ubajaí (E. myrcianthes) e o bacupari-mirim (Garcinia brasiliensis), os pesquisadores precisaram da ajuda de "colecionadores de frutas" do interior de São Paulo, já que elas são tão pouco conhecidas e consumidas que, em alguns casos, estão ameaçadas de extinção.
Um deles é o "frutólogo" Helton Josué Muniz, que cultiva quase 1,4 mil espécies de frutas raras e exóticas em sua fazenda em Campina do Monte Alegre, à oeste da capital paulista.
"Queríamos trabalhar com frutas nativas e foi uma dificuldade encontrar onde elas estavam plantadas", disse à BBC Brasil Severino Matiasde Alencar, do Departamento de Agroindústria, Alimentos e Nutrição da Escola Superior de Agricultura (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP), um dos autores do estudo.
"Hoje, o mercado para este tipo de superalimentos é o que mais cresce no mundo, principalmente o americano. E os pesquisadores de lá ficam assustados quando veem que a gente tem uma grande biodiversidade de frutas que poderíamos apresentar ao mundo e ainda não apresentamos."
Uma análise das folhas, das sementes e dos frutos destas cinco espécies - que ocorrem em toda a Mata Atlântica, mas têm sido mais encontradas no Sudeste e no Sul - mostrou que elas podem ser consideradas "alimentos funcionais", também conhecidos como superalimentos.
Além de altos teores de substâncias antioxidantes, elas também possuem ação anti-inflamatória no organismo.
Pesquisadores acreditam que espécies nativas pouco conhecidas podem trazer resultados científicos e econômicos para o Brasil Foto: Cesar Maia| FOP | Unicamp

"Os alimentos funcionais são aqueles que, além da função nutritiva, podem ajudar a prevenir doenças crônicas, como problemas do coração, diabetes e câncer", disse à BBC Brasil Pedro Rosalen, da Faculdade de Odontologia da Unicamp em Piracicaba, também autor do estudo.
Estudos sobre as espécies, financiados pela Fapesp, já foram publicados nas revistas científicas Plos One e Journal of Functional Foods.

"Novo açaí"

O principal objetivo da pesquisa com novas frutas, segundo Rosalen, era encontrar "novos açaís" - frutas nativas e altamente nutritivas que pudessem trazer resultados científicos e econômicos para o Brasil.
"Nosso alvo eram as propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias por que esta é uma grande necessidade da indústria farmacêutica. No futuro, queremos isolar e identificar as moléculas ativas que fazem parte dessas frutas, que podem se tornar medicamentos importantes", afirma.
Substâncias antioxidantes inibem a formação de radicais livres - moléculas reativas de oxigênio que são geradas naturalmente pelo organismo ou estimuladas por fatores externos, num processo que causa envelhecimento e morte celular.
Ao longo do tempo, o bombardeio de radicais livres em algumas estruturas orgânicas pode contribuir para doenças como câncer, e artrite. O corpo humano produz antioxidantes naturais, mas não o suficiente para neutralizar completamente o processo.
A ação dos radicais livres também está relacionada com inflamações no organismo - daí a importância de substâncias que também atuem como anti-inflamatórios, explica Rosalen.
"Quando há uma inflamação, o corpo libera uma série de sinalizadores que atraem as células brancas do sangue para fazer a defesa. Mas geralmente essa migração é exacerbada e aumenta o processo inflamatório, produzindo mais destruição."
"Descobrimos que as substâncias químicas presentes nas frutas impedem que uma quantidade exagerada de células de defesa cheguem ao local da inflamação. Por conta disso, temos um processo mais controlado. Não é que o corpo se defende menos, mas se defende na medida certa", diz.
De acordo com os pesquisadores, a ação das frutas - se consumidas frequentemente - pode retardar os processos inflamatórios que causam doenças como diabetes, arteriosclerose e mal de Alzheimer, por exemplo.
Em parceria com colecionadores de espécies exóticas, projeto quer tornar frutas estudadas mais populares Foto: Arquivo pessoal

"Berries" brasileiras

Segundo Alencar e Rosalen, a grumixama e a cereja-do-rio-grande, frutas pequenas e vermelhas, se destacam em relação às demais nas propriedades antioxidantes.
"Elas são como berries (como algumas frutas silvestres vermelhas são chamadas em inglês) brasileiras. São fusões da cereja com a amora. Doces, mas com um teor de ácido ideal. São minhas preferidas", diz Severino Alencar.
A cor vermelha ou arroxeada das frutas, explica, é dada por um grupo de compostos, as antocianinas, cuja presença normalmente indica a eficiência no combate aos radicais livres.
Já o araçá-piranga - amarelado e mais ácido que os demais - tem o maior potencial anti-inflamatório, de acordo com Pedro Rosalen. "Ele reduziu a migração de células de defesa em 62%, um índice muito alto para uma fruta."
As cinco espécies estudadas são consideradas raras atualmente, e o araçá-piranga é considerado ameaçado de extinção. Há outras 14 em estudo pela equipe coordenada pelos pesquisadores.
"Poucas das frutas que consumimos hoje são nativas do Brasil: abacaxi, maracujá, caju e goiaba. E a Mata Atlântica já está no limiar do seu equilíbrio ecológico. É urgente estudarmos as frutas deste e de outros biomas", justifica Alencar.
Agora, a equipe de cientistas quer expandir o cultivo das cinco frutas entre pequenos agricultores e, com mais ambição, para o agronegócio. Para isso,pretendem se dedicar ao melhoramento genético das espécies.
"Compramos maçãs iguaizinhas umas às outras porque em determinado momento foi feita a domesticação da fruta. Isso é necessário para que, no futuro, elas sejam produzidas com qualidade e em quantidade."

Procura

Para aumentar o número de produtores das novas superfrutas, os cientistas acreditam que a parceria com o Sítio Frutas Raras, do colecionador Helton Muniz, e com outro sítio no interior de São Paulo, é essencial.
"Depois que apresentamos as pesquisas, várias pessoas já nos ligaram perguntando onde podem encontrar essas frutas para consumir. Elas ainda têm um mercado muito pequeno, a ciência tem que mostrar que elas têm um diferencial", diz Alencar.
Muniz, cujo trabalho já foi mostrado em reportagem da BBC Brasil, conta que a paixão por frutas exóticas se transformou em hobby, ganha-pão e até fisioterapia - ele nasceu com um distúrbio neuromotor que dificulta seus movimentos.

Desde os 14 anos, Helton Muniz se dedica a cultivar espécies pouco conhecidas em seu sítio, no interior de São Paulo Foto: Arquivo pessoal

No sítio, ele cultiva 1.390 espécies, cujas mudas vende para os interessados. O objetivo, segundo ele, é espalhar pelo Brasil moderno as frutas esquecidas pela história da culinária nacional.
"As pessoas até podem ter no quintal, mas não sabem que são frutas comestíveis. Na vida cotidiana, a pessoa pisa em cima da fruta e acha que é veneno. A fruta para elas fica na prateleira do supermercado", disse à BBC Brasil.
Desde os primeiros resultados de Alencar e Rosalen, o "frutólogo" diz que vem aumentando a procura por informações sobre as espécies por e-mail e pelas redes sociais - Muniz responde pessoalmente a todas as mensagens na página do sítio no Facebook.
Ele diz usá-las frequentemente em sucos, geleias, bolos e até bebidas fermentadas caseiras. Mas tem dificuldade de apostar naquela que pode cair no gosto da população como o novo açaí.
"É uma cilada me perguntar qual a minha preferida, porque gosto de todas. Acho que a grumixama é minha favorita. Mas eu também aprecio muito o araçá-piranga, que as pessoas desprezam, porque tem sabor forte. Mas dá para fazer um sorvete delicioso."
O que os cientistas da USP e da Unicamp acabam de descobrir, no entanto, Muniz afirma que já sabia.
"Pelo tipo de fruta já dá para saber se ela é boa ou não. A pesquisa preenche as formalidades do ser humano. É para comprovar isto ou aquilo. Mas pela própria cor da fruta já dá para saber se ela tem antioxidante, se é boa para a saúde. A gente vai aprendendo com o tempo."
Fonte: BBC

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